The Grand Brighton Hotel - Por José Ricardo Filho
Mirassol, 25 de Julho de 2017 - 21:42
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The Grand Brighton Hotel - Por José Ricardo Filho


Brighton pode ser entendido pelos paulistanos como o Guaruja do Londrino.


É uma cidade no litoral sul da Inglaterra a uma distância de aproximadamente 50 minutos de Londres para os que viajam em trem. Esta cidade de tamanho médio e uma população muito variada, pessoas de diversas origens e comportamentos que convivem muito bem e tratam as diferenças como algo natural.


Brighton é famosa por abrigar em agosto a maior parada do orgulho gay do Reino Unido, e por promover campanhas publicitarias que resaltam o orgulho que a cidade tem de sua diversidade. O espirito jovem e alternativo atrai também turistas de várias partes do mundo.


Este ambiente alegre e pacifico descrito acima leva nossa imaginação para bem longe de atos políticos violentos, mas este é justamente o foco deste artigo.


Algumas pessoas com mais de 40 ou 45 anos devem lembrar bem das notícias que chegavam aos telejornais brasileiros nos anos de 1970 e 1980 sobre o “Exército Republicano Irlandes” (I.R.A.).


O I.R.A. planejou e executou um atentado a bomba em um importante hotel localizado na orla da praia de Brighton em 1984. O o objetivo do atentado ao Grand Brighton Hotel era assasinar a Primeira Ministra do Reino Unido na época, Margaret Thatcher.


O plano foi algo parecido com os que vemos em filmes atuais sobre terroristas, onde uma bomba é plantada em um hotel meses antes da data que os alvos estarão hospedados no lugar.  No caso específico deste atentado, a bomba foi plantada no local pelo I.R.A. meses antes da conferência do Partido Conservador na cidade e foi programada para explodir quando Thatcher e seus partidários estivessem lá hospedados.


Grand Brighton Hotel - 1984 (Foto: Divulgação/Internet)


A Primeira Ministra não foi atingida, mas outras cinco pessoas morreram e 31 foram feridas no atentado. Atos violentos como esse nunca se justificam, mas é importante entender o contexto político daquele momento histórico.


 

Para refrescar a memoria dos mais jovens, Margaret Tahtcher era conhecida como “A Dama de Ferro” na política local e internacional. O apelido da Primeira Ministra Conservadora se referia a sua força, mas também se referia às políticas severas de austeridade que ela impunha e a maneira dura com que ela conduzia sua politica externa.


 

O I.R.A. era um grupo que lutava pela união da Irlanda que foi dividida em “Irlanda do Norte” e “Irlanda do Sul” por um ato do parlamento britanico em 1921. Em seguida, em 1922, a Irlanda do Sul se tornou um estado independente do Reino Unido enquanto a Irlanda do Norte segue ainda hoje subordinada ao governo central em Londres.


Alguns irlandeses ainda hoje não concordam que parte de seu país seja controlado pelo Reino Unido e algumas tensões aparecem na região com relativa frequência.


Margaret Thatcher tratava o tema com a mão de ferro que lhe caracterizava e não admitia nenhum tipo de manifestação, política ou popular que pudesse sugerir a reunificação das Irlandas. Thatcher tinha o apoio da população da Inglaterra, que se mostrava favorável ao uso da força contra os “Rebeldes”.

Margaret Thatcher (Imagem: Reprodução)  


Neste contexto político, que envolvia a utilização de forças armadas contra possíveis revoltas dos irlandeses, surgem os movimentos nas Irlandas que pregam uma luta armada ou guerrilha, contra o governo de Londres. Esta luta se transformaria mais tarde em uma serie de atentados terroristas.


Grand Brighton Hotel – Março de 2017 (Foto: José Ricardo)


O episódio do atentado em Brighton em 1984 nos faz pensar mais sobre políticos que usam o ódio como ferramenta para conquistar votos. Mesmo em um país desenvolvido, onde as pessoas não têm problemas para colocar comida na mesa, para obter tratamento médico ou para educar seus filhos, o ódio pode levar as pessoas a cometer absurdos como esse.


Este mirassolensse aqui, que é morador de Brighton e passa caminhando em frente ao hotel com alguma frequência, gostaria de transmitir aos amigos e conterrâneos sua preocupação.


 

O brasileiro ultimamente tem se comportado de maneira bem radical, onde as pessoas se odeiam por conta de ter diferentes opiniões políticas, e se continuarmos por este caminho podemos logo estar lidando com problemas parecidos com o descrito neste artigo.

 


Publicado em 17/03/2017, às 09h47

 

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